A GEOGRAFIA DAS INSTITUIÇÕES: UMA ABORDAGEM ESPACIAL PARA OS MUNICÍPIOS BRASILEIROS

Autores

  • Pedro Henrique Soares Leivas Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
  • Gabrielito Rauter Menezes Universidade Federal do Rio Grande
  • Túlio Antonio Cravo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) - Divisão de Mercado de Trabalho
  • Anderson Moreira Aristides dos Santos Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul / Universidade Federal do Alagoas (Campus do Sertão)

Resumo

A denominada "new growth empirics literature" tomou corpo a partir do trabalho de Acemoglu et al. (2001). Essa literatura tem buscado explicar as diferenças de renda observadas entre países e regiões olhando para os chamados “deep determinants” do desenvolvimento: instituições, geografia e integração econômica. Contudo, tal literatura sugere que o papel das instituições se sobrepõe ao da geografia e da integração econômica. O grande problema é que a geografia é analisada apenas em termos absolutos. Desse modo, o objetivo deste artigo é verificar a importância da geografia em termos relativos para o desempenho econômico dos municípios brasileiros. Reconhecendo a importância das instituições para o desenvolvimento, busca-se mostrar que a geografia das instituições também é relevante. Assim, é verificado o impacto das instituições dos vizinhos sobre o desenvolvimento e crescimento econômico dos municípios no Brasil, entre o período de 2000 a 2010. Para tanto, é empregado um Spatial Durbin Model, que, além de lidar com o problema da dependência espacial, permite avaliar as externalidades institucionais. Os resultados sugerem que municípios que possuem vizinhos com maior qualidade institucional apresentam pior desempenho em termos de desenvolvimento e crescimento econômicos.

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Publicado

2016-06-17

Como Citar

LEIVAS, P. H. S.; MENEZES, G. R.; CRAVO, T. A.; DOS SANTOS, A. M. A. A GEOGRAFIA DAS INSTITUIÇÕES: UMA ABORDAGEM ESPACIAL PARA OS MUNICÍPIOS BRASILEIROS. Revista Brasileira de Estudos Regionais e Urbanos, [S. l.], v. 9, n. 2, p. 169–185, 2016. Disponível em: https://www.revistaaber.org.br/rberu/article/view/122. Acesso em: 4 dez. 2022.
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