REGIONAL ECONOMIC IMPACTS OF CLIMATE ANOMALIES IN BRAZIL

Autores

  • Eduardo Amaral Haddad Department of Economics at the University of Sao Paulo, Brazil
  • Alexandre Alves Porsse Department of Economics at the Federal University of Parana, Brazil
  • Paula Carvalho Pereda Department of Economics at the University of Sao Paulo, Brazil

Resumo

A variabilidade climática é uma das principais causas ambientais de perdas para o sector agrícola, mas a maioria das abordagens metodológicas aplicadas para estimar o custo econômico desses eventos extremos geralmente capturam apenas ao impacto econômico direto na atividade agrícola. Neste trabalho, desenvolvemos uma abordagem metodológica na qual um modelo físico é integrado com um modelo CGE inter-regional a fim de permitir avaliar o impacto econômico sistêmico de anomalias climáticas. A análise é realizada para a economia brasileira considerando as anomalias climáticas observadas em 2005. O impacto sistêmico é mensurado levando-se em conta tanto as ligações indiretas do setor agrícola com outros setores no sistema econômico como também a interdependência regional entre os estados brasileiros associados decorrente dos fluxos comerciais. Os resultados mostram que os custos econômicos das anomalias climáticas são significativamente subestimados se apenas os efeitos de equilíbrio parcial são contabilizados. Estimamos que cada perda de R$ 1,00 na produção agrícola, causada pelas anomalias climáticas de 2005, implicaram em perdas adicionais de R$ 3,25 na economia como um todo. Observamos também que as ligações intersetoriais e inter-regionais, bem como os efeitos dos preços, são canais importantes para propagar os efeitos econômicos de anomalias climáticas localizadas em determinada região sobre o restante do Brasil.

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Publicado

2015-10-08

Como Citar

HADDAD, E. A.; PORSSE, A. A.; PEREDA, P. C. REGIONAL ECONOMIC IMPACTS OF CLIMATE ANOMALIES IN BRAZIL. Revista Brasileira de Estudos Regionais e Urbanos, [S. l.], v. 7, n. 2, p. 19–33, 2015. Disponível em: https://www.revistaaber.org.br/rberu/article/view/76. Acesso em: 29 set. 2022.
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